Transformando procrastinação em bem-estar

 

 Como tornar uma atividade que você empurra com a barriga em oportunidade para gerar bem-estar e satisfação com você mesmo. 

 

## Reconheço que tenho uma irresistível tendência de procrastinar atividades que não gosto ou tenho preguiça de fazer, até que virem caso de vida ou morte. Minha mente encontra mil justificativas para isso: tenho outras prioridades... depois eu cuido disso...  agora não dá...

 

Quem nunca, não é? Bem, acabei me convencendo de que, se eu procrastinar, vou pagar um preço que não compensa o suposto benefício. E aprendi como tornar uma atividade que empurro com a barriga em oportunidade para gerar bem-estar e satisfação comigo mesma. É isso que compartilharei com você neste artigo.

 

Pendências são uma fria! 

 

Quando procrastino um assunto, ele ganha o status de “pendência” e recorrentemente vem à consciência, nos horários mais impróprios: quando estou querendo dormir, no meio do jantar, quando estou dirigindo etc. Bem na hora em que não dá mesmo para resolvê-lo! Ironicamente, não cuidei dele porque estava com a cabeça cheia de coisas, e agora torna-se ele mais uma das coisas que enchem minha cabeça!

 

O pior é que, cada vez que me lembro daquela pendência, sinto uma pontada de culpa. Meu juiz interno não perdoa: “O que estou fazendo que não resolvo logo isso?” Definitivamente, pendências não fazem bem à autoestima.

 

E pode piorar um pouco mais. Quando liquidar o assunto enfim torna-se urgente, ou seja, na última hora, corro o risco de que algo aconteça para me impedir. Sabe quando enrolamos para pagar uma conta e, quando enfim vamos fazê-lo, a internet cai e perdemos o vencimento?  Ou adiamos para comprar algo e, quando afinal saímos para comprar, não encontramos mais? Pois é... Para resolver a pendência, acabamos tendo dor de cabeça e trabalho dobrado!

 

Por que procrastinamos então? 

 

Diante de uma atividade que consideramos desagradável – e são muito essas que procrastinamos –,  é ativado em nosso cérebro o mecanismo da evitação, em que há a liberação do neurotransmissor noradrenalina, e experimentamos uma sensação de aversão, desconforto, medo ou até mesmo raiva. A mente resiste a entrar em contato com o que provoca essas reações, e arruma boas desculpas para deixar o assunto para depois, ou se distrai com outra coisa, ou vai buscar algo agradável com que se ocupar.

 

Porém, como sabemos, é mau negócio procrastinar. Sai mais barato aceitar o inevitável e fazer logo o que não agrada, tirar da frente. E sabe de uma coisa? Podemos ter uma atitude de aceitação daquela atividade e encarar sua realização como algo positivo (como um desencargo, uma liberação, a prevenção de um mal maior). Nesse caso, o cérebro nos recompensará com o neurotransmissor dopamina, liberado quando atingimos um objetivo, e isso promove uma sensação de bem-estar. 

 

E assim, liquidar o que atormenta nos fazer sentir bem, aliviados, satisfeitos conosco mesmos!

 

Além disso, nos livramos de pendências que poluem o campo mental, já suficientemente ocupado de tudo que precisamos fazer e saber em nossa vida atribulada. Quanto menos coisas precisarmos ter na cabeça, melhor, não é?

 

Agora, para sua reflexão: Quais são as atividades ou assuntos que você tende a protelar? Quais são suas pendências neste momento? Que tal criar um plano de ação para liquidá-las?

 

Entender como o cérebro funciona para criar mais bem-estar e satisfação conosco mesmos é uma das propostas do Programa Você Mais Centrado com Mindfulness. Se você ainda não conhece, clique aqui para saber mais!  

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October 25, 2017

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