Por que está difícil manter o foco?

6 Jan 2017

 

O estilo de vida no século 21 nos habituou a mudar constantemente o foco de atenção, o que prejudica a capacidade de concentrá-la quando necessário. E agora, o que fazer?

 

## A dificuldade de manter o foco ou concentrar-se é uma queixa muito comum em nosso mundo ultra-acelerado e tecnológico.

 

Li recentemente em um artigo que nosso cérebro está processando algo como 11 milhões de bits de informação a cada instante, algo inédito para o ser humano!

 

Essa brutal carga de informações tem muito a ver com nosso estilo de vida e certos hábitos que adquirimos.

 

Um desses hábitos é estar sempre conectados e nos deixar interromper pelas mensagens e notificações dos dispositivos eletrônicos. Você pode argumentar “ah, isso não me atrapalha, vejo o celular rapidinho e volto ao que estava fazendo”. Mas é aí que está o problema: habituamos o cérebro a mudar o foco de atenção constantemente, e depois fica difícil, até entediante, manter a atenção na mesma coisa por muito tempo.

 

Há também o hábito da multitarefa. Para ganhar tempo, fazemos pelo menos duas coisas simultaneamente: dirigir e falar no viva-voz do celular, comer e trabalhar, ler e-mails e assistir tv... Ok, o cérebro nos possibilita fazer uma tarefa mecânica, como caminhar, junto com uma que requer raciocínio, como conversar. Mas duas tarefas que utilizam raciocínio não podem ser feitas simultaneamente – e o que chamamos de “multitarefa”, nesses casos, é também uma alternância do foco de atenção. 

 

Prejuízos à capacidade mental

 

Não é à toa que nossa mente esteja tão frequentemente inquieta e desfoque com facilidade. “Nossa concentração média é de 3 a 5 minutos antes que acabemos nos distraindo, no estudo ou no trabalho”, afirma Larry Rosen, doutor em psicologia da Universidade da Califórnia, um estudioso dos efeitos da tecnologia sobre as habilidades cognitivas.

 

Estudos da neurociência revelam os estragos causados pela “atenção parcial contínua”, como está sendo chamado o pingue-pongue da atenção que praticamos. Eles apontam prejuízos à capacidade de aprendizado, à retenção de informação e ao aprofundamento do conhecimento.

 

A atenção parcial contínua provoca perda de produtividade de até 40% no trabalho e gera ansiedade, na medida que dá ao cérebro informações demais para processar.

 

E agora, como reverter?

 

Depois de saber disso, talvez você esteja pensando em mudar alguns hábitos – quem sabe fazer uma coisa por vez e silenciar o celular quando quiser concentrar-se. Mas, sinto dizer-lhe, tomar essas decisões não será suficiente para resgatar sua capacidade de concentração

 

Isso porque as mudanças frequentes de foco se estabelecem como um modo prioritário de funcionar do cérebro. Então, sem perceber, lá estará você de novo pegando o celular para ver alguma coisa no meio da reunião ou fazendo multitarefa.

 

O cérebro precisa ser trabalhado para recuperar a plenitude da capacidade de focar. “Atenção é como um músculo, pode ser fortalecida com exercício”, compara Daniel Goleman, o famoso autor de “Inteligência Emocional”. Em seu livro “Foco”, de 2013, ele discute a fundo o assunto e indica a prática de mindfulness para malhar o músculo da atenção.

 

Foi com o livro de Goleman que me animei a praticar mindfulness, que a princípio é um treino de focalização da atenção. Seus efeitos, porém, vão muito além de fortalecer o córtex pré-frontal, estrutura do cérebro ligada às faculdades do foco, raciocínio e memória. Explore os artigos deste blog e você entenderá porque me tornei uma entusiamada praticante.

 

Só há uma coisa de que me arrependo com relação ao mindfulness: não tê-lo conhecido antes! Mas tudo bem, sempre é tempo de começar.

 

A prática de mindfulness é a base do Programa Você Mais Centrado - foco, bem-estar e satisfação com você mesmo. Clique aqui para saber mais 

 

 

 

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