A sutil e poderosa influência do líder no desempenho da equipe

16 Jun 2016

 

 

 

A Neurociência explica como os estados emocionais do líder impactam as funções cognitivas dos colaboradores, favorecendo (ou não) o desempenho deles

 

## Numa enquete do portal de empregos Vagas, com a participação de quase 11 mil pessoas,  60% dos respondentes avaliaram como “tóxica” a influência de seus chefes no clima de trabalho.

 

Curiosamente, entre os líderes que receberam essa avaliação, uma minoria tem perfil autoritário, pressionador, crítico e/ou agressivo. Ou seja: existe por aí muito chefe  "do bem" que impacta negativamente a equipe. Por que será?

 

A resposta está na Neurociência. Ainda que não tenha a intenção de intoxicar o clima de trabalho, o líder o faz por meio de seus estados emocionais de preocupação, contrariedade, impaciência ou stress. Trata-se de um fenômeno de “contágio emocional” explicado pela neurociência e frequentemente abordado por estudiosos do comportamento da liderança como os americanos Daniel Goleman e Richard Boyatzis.

 

A neurociência da liderança

 

De acordo com neurocientistas, existem células cerebrais, denominadas “neurônios-espelho”, que têm a dupla função de irradiar e captar estados neurológicos e emocionais, o que nos coloca em sintonia uns com os outros. Isso explica porque ficamos incomodados na presença de uma pessoa irritada ou inspirados por alguém que nos conta uma experiência de superação.

 

Considerando que os líderes estão em evidência no ambiente de trabalho, consequência natural de seu papel, são muito mais influenciadores do que influenciados.

 

Pesquisas mostram que sua influência positiva (denominada ressonância) predispõe os liderados a um estado neurológico que provoca bem-estar e os deixa mais confiantes e otimistas, receptivos ao aprendizado e abertos a novas ideias, o que favorece seu engajamento quanto desempenho no trabalho e a expansão cognitiva.

 

Já a influência negativa (dissonância) predispõe os liderados um estado neurológico de evitação, que provoca tensão e os leva a se fecharem em si mesmos, ter reações defensivas, rejeitar novas ideias e fazer “mais do mesmo”. E vamos combinar, esse estado em nada contribui com a motivação para o trabalho, encontrar novas soluções para os problemas, inovar, aprender, enfim, ter boa performance, não é? É bem verdade que o bom desempenho profissional é resultante de uma série de fatores  - e a maioria , de responsabilidade do próprio indivíduo. Mas tudo que contribuir com isso é bem-vindo.

Administrando sua influência

 

Se você é um lider que busca proporcionar as melhores condições para o desempenho  de sua equipe, deve estar se perguntando o que fazer para que seus momentos de dissonância não afetem o clima de trabalho. Porque afinal, você é um ser humano como todos os outros. Você também tem dias de preocupação, mau humor, stress, ansiedade e negativismo.

 

De imediato, o que pode fazer é ficar na sua quando estiver num mau dia. Uma de meus clientes de coaching, gestora de recursos humanos, desenvolveu uma estratégia interessante para quando está com cara de poucos amigos: “Digo para a equipe que estou reflexiva, com dor de cabeça ou algum problema pessoal e fico no meu canto até sentir que meu estado de espírito melhorou”.

 

 

Mais algumas sugestões:

  • Buscar o feedback da equipe, para saber em que situações impacta negativamente as pessoas

  • Dar feedback corretivo para um colaborador só quando estiver calmo

  • Aprender a gerenciar o stress e a ansiedade

  • Desenvolver autoconsciência e autorregulação emocional

 

E você, o que faz para não “contaminar” a equipe quando está num mau dia? Compartilhe sua estratégia conosco nos comentários.

 

Exercer influência positiva sobre a equipe é um dos pontos tratados no Programa "O Líder Centrado", para o desenvolvimento de lideranças nas empresas. Clique aqui para saber mais. 

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