Seis pilares do relacionamento interpessoal no trabalho

 

A convivência no trabalho nos faz lidar com diferenças de opinião, de visão, de formação, de cultura, de comportamento... Fazer isso pode não ser fácil, mas é possível se basearmos nossos relacionamentos interpessoais nesses seis pilares

 

## Entre os relacionamentos que temos na vida, os de trabalho são diferenciados por dois motivos: um é que não escolhemos nossos colegas, chefes, clientes ou parceiros; o outro é que, independentemente do grau de afinidade que temos com essas pessoas, precisamos nos dar bem com elas para realizar algo juntos.

 

Por isso é que a habilidade de relacionar-se é uma competência altamente valorizada no mundo corporativo, onde cada vez mais dependemos da colaboração e integração entre pessoas para atingir nossos objetivos. Mas como são desafiadoras as relações no trabalho! Precisamos lidar com todo tipo de diferenças – de visão, opinião, ritmo, comportamento... Fazer isso pode não ser fácil, mas é possível se basearmos nossos relacionamentos interpessoais em seis pilares: autoconsciência, não-julgamento, empatia, assertividade, cordialidade e ética.

 

Autoconsciência - Ter autoconsciência significa reconhecer nossos traços de comportamento, o impacto que causamos nos outros e que comportamentos dos outros nos incomodam. E isso é fundamental para administrar bem os relacionamentos!

 

Por exemplo: uma pessoa objetiva e dinâmica, que gosta de agir com independência e rapidez para atingir seus objetivos, pode ter conflitos com um colega de perfil mais cauteloso e metódico, que segue regras à risca e tem um ritmo mais lento por se preocupar com detalhes. Porém, se pelo menos um dos dois  tiver autoconsciência, pode utilizar estratégias que minimizam o conflito com o outro.

 

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Não-julgamento – Cada um de nós tem seus valores e conceitos do que é bom ou mau, certo ou errado, adequado ou não e por aí vai. O sistema de valores e conceitos é como uma lente pela qual enxergamos o outro, e, quando vemos nele algo que não bate com o nosso sistema, surge o julgamento.

 

Ter uma atitude de não-julgamento é não deixar que nossas diferenças em relação ao outro predominem no relacionamento, como fossem tudo que o outro é. Podemos ir além do julgamento e enxergar outros aspectos da pessoa - suas qualidades, habilidades, pontos de vista. Certamente encontraremos motivos para respeitá-la e admirá-la, o que facilitará o relacionamento com ela.  

 

Empatia  - Ter empatia é considerar os outros, suas opiniões, sentimentos e motivações. Sem isso, não há como chegar a uma relação equilibrada. A empatia também nos torna capazes de enxergar além do próprio umbigo e ampliar nossa percepção da realidade com os pontos de vista dos outros. Entre as várias coisas que se pode fazer para praticá-la, a mais básica é escutar com atenção plena, estando verdadeiramente presente em suas conversas. 

 

Assertividade  - Para ter relacionamentos saudáveis, não basta  ouvir:  é preciso também falar, expressar nossas opiniões, vontades, dificuldades. É aí que entra a assertividade, a habilidade para nos expressar de forma franca, direta, clara, serena e respeitosa. 

 

Cordialidade – Tratar as pessoas com cordialidade é ser gentil, solícito e simpático, é demonstrar consideração pelo o outro de várias formas. Pode ser com o “bom dia” com que saudamos o destinatário de nossa mensagem de e-mail, com o ato de segurar a porta do elevador para alguém entrar  ou apanhar do chão um objeto que o colega deixou cair. Dizer “obrigado” olhando a pessoa nos olhos, oferecer-se para prestar uma ajuda,  cumprimentar aquele com quem cruzamos no corredor, mesmo saber seu nome... A cordialidade desinteressada, que oferecemos por iniciativa própria, sem esperar nada em troca, é um facilitador do bom relacionamento no ambiente de trabalho.

 

Ética - Ser ético é ter atitudes que não prejudiquem deliberadamente os outros, não quebrem regras ou acordos estabelecidos e não contrariem o que se considera certo e justo. Podemos ter muito autoconhecimento, evitar julgamentos, ser altamente empáticos,  assertivos e cordiais, mas, se não nos conduzirmos pela ética, não conseguiremos manter relacionamentos equilibrados.

 

Fortalecer esses pilares traz melhorias não só para nossas interações no trabalho, mas também  para as de outras  áreas da vida como a familiar, afetiva, social, de amizade. Vale a pena investir nisso – afinal, os relacionamentos são a melhor escola para o nosso desenvolvimento pessoal!

 

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October 25, 2017

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